quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Perto de ficar sem seu artilheiro, ASA quer reformular elenco para 2013

Leandro Campos técnico do ASA (Foto: Divulgação/ASA)Leandro Campos, novo técnico do ASA
(Foto: Divulgação/ASA)

O ASA tem um calendário cheio em 2013. O Alvinegro de Arapiraca continua na Série B e ainda vai disputar na próxima temporada a Copa do Nordeste, a Copa do Brasil e o Campeonato Alagoano. Isso sem contar a Copa São Paulo de Futebol Júnior, atração de janeiro para as revelações dos principais clubes do país.

Para não perder o fôlego em tantas disputas, a diretoria contratou o treinador Leandro Campos (ex-Joinville e ABC) no fim do mês passado. Técnico do Alvinegro na Segundona, Nedo Xavier pediu alto para renovar e não chegou a um acordo com o Departamento de Futebol.

Leandro tem agora a missão de reformular o elenco do ASA em 40 dias. E para complicar, ele não terá o centroavante Lúcio Maranhão, um dos principais artilheiros do país na temporada, com 40 gols. Ele tem proposta do futebol chinês e deve confirmar a transferência ainda neste ano.

- Temos a base que disputou a Série B, mas também perdemos jogadores de qualidade
e, dentro da realidade financeira do clube, vamos buscar a reposição – comentou o
treinador, que fica em Alagoas até esta sexta-feira, viaja a Santa Catarina e retorna
a Arapiraca no dia 26 de dezembro.

Ex-presidente do clube, José Oliveira assumiu o comando do Departamento de
Futebol com a eleição de Jotinha Alexandre, no mês passado, e foi o responsável pela
contratação do novo técnico.

- O Leandro chegou nesta semana para conhecer a nossa estrutura e para apresentarmos
a ele a forma de trabalho da direção. Nós temos uma boa base, com Gilson, Cal,
Valdivia, Didira, Osmar, Chiquinho Baiano, Osmar e Fabiano, que confirmaram a
permanência, e vamos contratar também reforços. A princípio, precisamos contratar
dois zagueiros, um lateral, dois meio-campistas e mais três atacantes – informou o
dirigente.

Maranhão

O novo treinador e o vice de futebol, José Oliveira, já avaliam o mercado para buscar
um substituto à altura para a vaga de Lúcio Maranhão. Ele foi a referência ofensiva do ASA durante a temporada e, quando não atuou, o time caiu muito de rendimento.

- Recebemos muitas propostas pelo Lúcio e estamos negociando. A multa rescisória do
jogador é de R$ 7 milhões, e vamos negociá-lo em cima desses valores. Neste mês, a
situação do atleta vai ser resolvida – explicou José Oliveira.

Pré-temporada

ASA e CRB, representantes de Alagoas no Nordestão, não participam da primeira fase
do Campeonato Alagoano. Por isso, o Alvinegro pode retardar um pouco o inicio da pré-temporada para o dia 27 de dezembro, já que sua estreia na competição regional está marcada apenas para o dia 20 de janeiro, contra o Salgueiro, em Arapiraca.



Corinthians tem melhor média de público de todas divisões em 2012

Qualquer torcedor de futebol se empolga com o time à beira de um título, uma arrancada na competição, ou mesmo na briga contra o rebaixamento. Na grande maioria das vezes, há um fator que os motiva a ir ao estádio e torcer para seu time. Mas o campeão de público de 2012 rema contra a maré. Depois de vencer a Libertadores, o Corinthians começou a competição com os reservas e lançou os titulares aos poucos, tratando como um laboratório para o Mundial de Clubes. Sem jamais lutar pelo título nacional da temporada, o Timão sempre teve o "bando de loucos" a seu lado. E, desta forma, fecha o ano com média de 25.222 torcedores por jogo, a maior entre todas as séries do Brasileirão, à frente de Santa Cruz, São Paulo, Grêmio e Sampaio Corrêa.

Torcida Corinthians atlético-mg (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Torcida do Timão teve as melhores médias de público e renda (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

A adoção do molde europeu de associação de torcedores e compra antecipada de bilhetes têm garantido o sucesso nas arquibancadas em jogos do Corinthians. O sócio-torcedor paga uma anuidade (em planos a partir de R$100) que garante a preferência na aquisição de ingressos com desconto em setores específicos. O sucesso fica estampado no público que se vê no estádio. Na primeira rodada do campeonato, 14.791 pessoas pagaram ingresso para assistir a Corinthians x Fluminense, o jogo mais vazio do clube na competição.

- Acredito que o principal fator (do sucesso de público) é que a cada ano vem se consolidando o atendimento do Fiel Torcedor. Quando se inicia uma temporada, já há o preço de ingresso, sem aumentar nem diminuir de acordo com o apelo do jogo. O nosso principal objetivo é facilitar a vida de quem vai aos jogos e a gente tem mais de 100.000 associados. Quanto mais ele é frequente no estádio, mais consegue comprar antes dos outros - explicou Lúcio Blanco, diretor de arrecadação do Corinthians. O clube terminou também com a melhor renda entre os clubes da Série A, média de R$ 742.530,68 por jogo.

Apaixonado como poucos, o torcedor do Santa Cruz fez bonito em 2012 nas arquibancadas. Com o time na Série C, uma média de 24.347 pessoas foram ao Arruda nas nove partidas que o Tricolor disputou na competição. A precoce eliminação ainda na primeira fase evitou que os adeptos pudessem atingir marca ainda mais expressiva. Campeão invicto da Série D, o Sampaio Corrêa também deu show. Foram oito jogos como mandante na competição e uma média de 19.527. O número poderia ser ainda maior, já que o Castelão só foi reinaugurado nas oitavas de final, com 40.000 pagantes para assistir a vitória por 4 a 1 sobre o Vilhena.

Estádio Castelão lotado pela torcida do Sampaio (Foto: Biaman Prado/O Estado)Estádio Castelão lotado pela torcida do Sampaio Corrêa, campeão da Série D (Foto: Biaman Prado/O Estado)

Na Série B, a massa rubro-negra empurrou a equipe até o fim e o Vitória conseguiu o acesso à elite do futebol brasileiro com uma média de 16.192 torcedores no Barradão, a nona maior entre todos os times do Brasil. O campeão Goiás, na arrancada final, também lotou o Serra Dourada, alcançando média de 14.185 ao longo da competição.

No entanto, o maior público do ano veio da Série A. O torcedor do São Paulo se mobilizou para assistir a estreia de Paulo Henrique Ganso e empurrar o time para garantir uma vaga na Libertadores pelo Campeonato Brasileiro. O resultado é que 62.207 pessoas pagaram ingresso para assistir à virada do Tricolor sobre o Náutico por 2 a 1. O clube ainda fechou como a terceira maior média entre todos no Brasil.

grêmio olímpico torcida (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)Gremistas se emocionaram na despedida do
Olímpico (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)

O torcedor do Grêmio, que se despediu do Estádio Olímpico no último domingo com 43.104 pagantes no empate diante do Internacional, merece menção honrosa. Além da quarta melhor média de público no campeonato, os gremistas compareceram em grande número na maioria das partidas em casa, que normalmente teve número de torcedores presentes bem superior aos que pagaram ingressos, graças às promoções feitas pela diretoria do clube.

Sem o Mineirão, a torcida do Atlético-MG empurrou o time ao vice-campeonato na Série A. Levando em consideração a capacidade do estádio Independência, que comporta lotação 23.018, o Galo teve a melhor ocupação média em seus domínios, preenchendo 79% do máximo permitido pelo estádio ao longo do Brasileirão.

Por outro lado, o Cerâmica, na Série D, teve a pior média entre os 100 clubes que disputaram as quatro divisões do país. Com melhor público de 52 pagantes e menor de 24 torcedores, o time do Rio Grande do Sul fechou o ano com média de 39 pessoas por jogo, nas quatro partidas que disputou na competição. Foram duas vitórias, um empate e uma derrota em casa.

Confira abaixo o ranking com as 20 maiores médias de público em todas as séries do Campeonato Brasileiro. Vale lembrar que apenas o número de torcedores pagantes foi levado em consideração, com base nos borderôs das partidas divulgados pelo site da CBF. Até o fechamento da reportagem, os documentos de Águia x Santa Cruz, pela 19ª rodada da Série C, e São Caetano x Ipatinga, pela 32ª rodada da Série B, não foram divulgados.

info - Média de Público, Numerologos (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Recorde: nove equipes terminam o Brasileirão sem trocar de técnico

abel FLUMINENSE x VASCO (Foto: Nelson Perez/Flick Fluminense F.C.)Abel Braga comandou a conquista do tetra desde o
início (Foto: Nelson Perez/Flick Fluminense F.C.)

A velha máxima de que time que está ganhando não se mexe valeu também para quem comandou as equipes na Série A. No Brasileirão 2012, nove clubes terminaram a competição com o mesmo técnico que começou o trabalho em maio, o que é um recorde na era dos pontos corridos. Até então, o máximo de times com o mesmo comando do início ao fim havia sido das temporadas 2008 e 2011, quando sete técnicos mantiveram o emprego.

Os times que não mexeram seguirão na Primeira Divisão em 2013. Os três primeiros não mexeram no comando: o campeão Fluminense, de Abel Braga, o vice Atlético-MG, de Cuca, e o terceiro colocado Grêmio, de Vanderlei Luxemburgo. Entre os times que asseguraram vaga na Libertadores 2013, apenas o São Paulo mudou de técnico durante a competição. Ney Franco assumiu o cargo que foi de Emerson Leão.

O Corinthians, de Tite, campeão da Libertadores, também não teve motivo para mudar, já que o Brasileiro foi tratado como um grande teste para o Mundial de Clubes. O Botafogo, de Oswaldo de Oliveira, o Santos, de Muricy Ramalho, o Náutico, de Alexandre Gallo, e a Portuguesa, de Geninho, preferiram a manutenção do trabalho e, mesmo sem campanhas brilhantes, todos permaneceram na elite nacional. Por fim, o Cruzeiro até anunciou que Celso Roth não seria mais o treinador para a próxima temporada, mas ele manteve o emprego até a última rodada. A Raposa terminou em nono lugar geral.

vai vem técnicos info (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)

Outro recorde foi o total de número de trocas que a Série A deste ano superou a do ano passado: 20 contra 22. Quem mais fez mudanças foram justamente os clubes que foram rebaixados ou sofreram até o fim para não cair. O recorde ficou com o Atlético-GO, que começou com Adilson Batista, apelou para Hélio dos Anjos, efetivou Jairo Araújo, chamou Artur Neto para tentar o milagre e, por fim, fechou o campeonato novamente com Jairo Araújo, agora apenas como interino. O Figueirense teve Argel Fucks, coincidentemente também Hélio dos Anjos e Márcio Goiano, mas também fechou a temporada comandado por um interino: Fernando Gil. Pelo Sport, passaram Vagner Mancini, Waldemar Lemos e Sérgio Guedes.

Dos rebaixados, só o Palmeiras fez apenas duas trocas: Felipão deu lugar a Gilson Kleina, que seguiu no cargo até o fim. Outro clube que mexeu muito no comando técnico, mas acabou se salvando da Série B na última rodada foi o Bahia. Falcão, Caio Júnior e Jorginho estiveram no comando do Tricolor em 2012.

Na Série B, só quatro clubes não trocaram de técnico

Enderson Moreira, técnico do Goiás (Foto: Wildes Barbosa / O Popular)Enderson Moreira conduziu o Goiás ao acesso e ao 
título da Série B (Foto: Wildes Barbosa / O Popular)

Se verificarmos, porém, o que aconteceu na Série B com os mesmos 20 clubes e regulamento de pontos corridos, a paciência não é a mesma. Só quatro equipes mantiveram os treinadores do início ao fim. Curiosamente, dois deles foram exatamente o campeão Goiás, de Enderson Moreira, e o vice Criciúma, de Paulo Comelli. Além disso, Roberto Fernandes, no América-RN, e Sidney Moraes, no Boa Esporte, também fecharam a competição no cargo e as duas equipes permaneceram na Segundona.

Os outros dois clubes que voltaram à Série A viveram momentos conturbados. No Vitória, Carpegiani mantinha o time no G-4 até a 31ª rodada, quando foi surpreendido pela diretoria com a sua demissão. Ricardo Silva, eterno interino do Leão, foi efetivado, mas durou apenas três jogos. Após duas derrotas seguidas, a diretoria trouxe PC Gusmão para a reta final, que, aos trancos e barrancos, garantiu o acesso. Já no Atlético-PR, Juan Ramon Carrasco começou o campeonato e foi substituído por Ricardo Drubscky. Depois de apenas dois jogos, porém, ele foi "rebaixado" a auxiliar com a contratação de Jorginho. No entanto, o novo comandante também não agradou e Drubscky voltou ao cargo para levar o Furacão de volta à elite.

Apesar das confusões da Série B, a tendência pela manutenção do trabalho parece clara pelos números da Série A. As próximas temporadas vão mostrar se cada vez mais técnicos terão sequência no emprego ou se a pressão interna e externa será mais forte pela quebra da continuidade.



Central do Mercado: movimentação fora de campo marca dia fraco

A terça-feira foi fraca no mercado do futebol brasileiro, e acabou marcada mais por movimentações fora de campo. Enquanto o Vasco apresentou René Simões como novo diretor executivo de futebol, o presidente eleito do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, esfriou o nome de Petkovic para comandar o futebol do clube em 2013. Quem ganha força na Gávea é Felipe Ximenes, atualmente no Coritiba.

René Simões na coletiva do Vasco (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)René Simões é apresentado ao lado do presidente Roberto Dinamite (Foto: Cezar Loureiro / O Globo)

No Inter, a novela Dunga já virou minissérie. Depois de Giovanni Luigi alegar "zelo financeiro" como entrave para anunciar o novo treinador, o ex-comandante da Seleção Brasileira deu a sua versão para as pendências na negociação. Dunga garantiu que não pediu um salário "fora dos padrões" do futebol brasileiro e disse que agora aguarda um contato do clube que o revelou.

O assunto Montillo continua rendendo. O Cruzeiro recusou uma proposta oficial do Santos pelo meia. O diretor de futebol da Raposa, Alexandre Mattos, confirmou que recebeu dirigentes do Peixe na última semana, mas que os números propostos foram muito baixos.

Especulações a mil

Os jogadores ficaram um pouco de lado nesta terça-feira, mas animaram os torcedores envolvidos em algumas especulações. O Palmeiras estuda a possibilidade de contratar o goleiro Fábio, do Cruzeiro. O clube já havia cogitado Fernando Prass, do Vasco, e Dida, da Portuguesa.

No Grêmio, segundo Remi Acord, responsável pelo plano de gestão do presidente eleito Fábio Koff, o clube corre para anunciar a contratação de um "reforço-símbolo" em até 100 dias, para que ele possa disputar a pré-Libertadores.

O Vitória pode ter novo técnico para o início da temporada. O alvo agora seria Silas. Na tarde desta terça-feira, o irmão do treinador, Elicarlos Pereira, disse que o clube sondou o técnico. No entanto, o clube ainda não teria apresentado uma proposta oficial.

Veteranos na mira

Os jogadores mais experientes ainda formam a aposta de muitos times. Aos 38 anos, Paulo Baier renovou com o Atlético-PR. Na pauta do Goiás, o atacante Araújo, de 35, hoje no Náutico, disse que pode voltar. Já Tuta, aos 38 anos, interessa ao Serrano, da terceira divisão do Campeonato Carioca.



ASA espera chegada de novo técnico para iniciar contratações

A diretoria do ASA aguarda a chegada do novo treinador, Leandro Campos, para definir as contratações para a temporada 2013. E os reforços virão para todos os setores do time, que mesmo assim chega ao fim do ano com uma boa base, Atualmente o clube poderá contar com 15 jogadores remanescentes da temporada 2012. De início, no mínimo seis jogadores vão ser contratados.

Com apenas Gilson entre os que participaram do Campeonato Brasileiro da Série B, o clube vai ter que contratar mais goleiros. Além disso, estão na agenda lateral, zagueiro, meia de ligação e atacantes. Para algumas posições haver mais que uma contratação, a exemplo dos profissionais que vêm para revezar com Gilson. Alguns dos nomes já foram até passados para o novo técnico alvinegro.

Os jogadores estão de férias até o dia 26, quando terá início a pré-temporada. A estreia do ASA em 2013 é contra o Salgueiro, dia 20 de janeiro, no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, pela Copa do Nordeste.

Quem já está certo para ano que vem são o goleiro Gilson, laterais Osmar, Chiquinho Baiano e Thalysson, zagueiros Edson Veneno, André Nunes e Sílvio, volantes Cal, Jorginho, Geovane, Kessi e Danilo Bahia, meias Valdívia e Didira, e atacante Jorge Caju.



segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Artilheiro do Ano: Neymar quebra recorde e fica perto de faturar o prêmio

Genial, infalível, categórico e agora quebrador de recorde. Tudo isso é Neymar. Ao marcar duas vezes no triunfo do Santos por 3 a 1 sobre o Palmeiras, no último sábado, o moicano alcançou 43 gols na temporada em jogos oficiais pelo Peixe e passou a liderar o Prêmio Artilheiro do Ano na reta final da disputa. Como os principais correntes já entraram de férias, dificilmente o craque santista será ultrapassado. Será a segunda vez que o camisa 11 sairá vencedor desta corrida pelo Troféu Friedenreich. Em 2010, ele e Jonas (que era do Grêmio) haviam marcado 42 gols e obtinham a melhor marca até então.

O único que ainda tem uma remota chance de colar em Neymar é Luis Fabiano, atacante do São Paulo. No entanto, o Fabuloso tem apenas duas partidas (os jogos de ida e volta da final da Copa Sul-Americana, contra o Tigre-ARG) por fazer no ano e está 12 gols atrás do jogador do Santos. MIssão praticamente impossível.

O Corinthians disputará o Mundial de Clubes nos próximos dias e fará, no máximo, mais dois jogos neste ano. Além disso, o jogador do Timão com mais gols na temporada é Romarinho, com apenas 14, somando também as vezes em que balançou a rede com a camisa do Bragantino, ainda no primeiro semestre.

Vale ressaltar que somente competições oficiais envolvendo clubes brasileiros fazem parte da disputa do Prêmio Artilheiro do Ano: a primeira divisão de todos os estaduais do país, as Séries de A a D do Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil, a Taça Libertadores da América, a Copa Sul-Americana, a Recopa Sul-Americana e o Mundial de Clubes.

prêmio Friedenreich 03/12 (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)

O PRÊMIO

O troféu do Prêmio Friedenreich é uma iniciativa do programa "Globo Esporte", da TV Globo, em parceria com o GLOBOESPORTE.COM. E a disputa para ganhar o troféu é bastante democrática - e, com isso, acirradíssima. Todos os que disputam as Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro estão na briga. Além dos gols marcados nas quatro divisões da competição, serão contabilizados os feitos nos Estaduais (apenas da primeira divisão), Copa do Brasil, Taça Libertadores, Copa Sul-Americana, Recopa Sul-Americana e Mundial de Clubes da Fifa.

O HOMENAGEADO

Se Charles Miller trouxe a bola para o país e deu, com isso, o pontapé inicial para aquela que se tornou a grande paixão nacional, Artur Friedenreich foi um dos pioneiros do talento "made in Brazil". Ainda que existam controvérsias sobre o número de gols marcados pelo atacante - uma estatística aponta 1.329, apesar de outras assegurarem pouco mais de 500 -, a história, seja pelos recortes de jornais ou pelos testemunhos dos já saudosos bisavós, confirma que Fried foi um jogador extraordinário. Conquistou sete títulos paulistas (seis pelo Paulistano e um pelo São Paulo da Floresta, que deu origem ao atual São Paulo Futebol Clube), uma Copa Rocca (1914) e dois Sul-Americanos (1919 e 1922) pela seleção brasileira. Ainda no Campeonato Paulista se consagrou como artilheiro em oito edições.

OS VENCEDORES

2008 - Keirrison (Coritiba), com 41 gols
2009 - Diego Tardelli (Atlético-MG), com 39 gols
2010 - Jonas (Grêmio) e Neymar (Santos), com 42 gols cada
2011 - Leandro Damião (Internacional), com 38 gols

montagem Leandro Damião Neymar Jonas Tardelli Keirrison artilheiros (Foto: Editoria de Arte / GLOBOESPORTE.COM)montagem Leandro Damião Neymar Jonas Tardelli Keirrison artilheiros (Foto: Editoria de Arte / GLOBOESPORTE.COM)



sábado, 1 de dezembro de 2012

Comidas de estádio: conheça as maiores delícias das arquibancadas

Quem frequenta campos de futebol pelo Brasil sabe: cada estado apresenta para o torcedor uma especialidade culinária na porta dos estádios. O Globo Esporte foi atrás das principais delícias degustadas em jogos e encontrou o quarteto do sabor: xis coração, espetinho, sanduíche de pernil e feijão tropeiro. Conheça cada um deles e saiba onde saborear estas maravilhas.

Xis coração - Porto Alegre

Porto Alegre é o ponto inicial desta viagem futebolística-gastronômica. A cidade que abriga Grêmio e Internacional é a capital de um estado que produz "belas paisagens". E o estado que já foi a República Rio-Grandense tem um mapa que mais parece uma cuia de chimarrão... Ou seria um coração? Falando nele, o xis coração é um clássico por aqui. Aliás, o Xis, escrito assim mesmo com "x", só existe aqui. Xis é o nome de uma espécie de lanchonete, ou lancheria - como se fala do Rio Grande. Tecnicamente a iguaria é uma variação do sanduíche, mas não é um sanduíche qualquer. Até se parece com um hamburguer daqueles caprichados, mas é bem maior.

E tem vários recheios, como os de galinha e calabresa. Mas nenhum deles é tão estiloso, tão exclusivo, tão saboroso quanto o xis coração. Recheado com corações de galinha, salada, maionese, milho, queijo e até um ovo frito. E, claro, prensado, pois se não for prensado, não é um xis.

Espetinho - Recife

Recife é uma cidade de praia. E se tem muita água, tem peixe. Mas desta vez os frutos do mar não serão o foco. Na Ilha do Retiro, a fome informa: sai anzol e entra Espetinho. Mas o que diferencia o espetinho do Recife do resto do Brasil? É simples. Este espetinho é oficial. Nada da clandestinidade das ruas próximas ao estádio. Embaixo das arquibancadas existe um shopping desta delícia. Tem de frango, frango com bacon, salsichão, queijo coalho, carne... E carne de primeira. Sem a brincadeira do "churrasquinho de gato". Na Ilha, o espetinho não faz "miau".

Tropeiro - Belo Horizonte

O importante em Minas Gerais é a "fartura". Até no futebol. E nos estádios mineiros a atração é o tradicional tropeiro. No estádio Independência, em Belo Horizonte, a iguaria encontrou adeptos. Era famosa no Mineirão, mas com a reforma, migrou para o outro palco. Na rua onde está a entrada principal do estádio só dá "prato cheio". O tradicional tem farinha de mandioca, torresmo, couve, feijãozinho, acompanhado da linguiça, e um ovinho frito na hora, conhecido como "zoiudo". O prato já vem feito - de preferência - transbordando, quanto mais, melhor. Os talheres são de plástico e a comida vem nesta embalagem, uma espécie de "quentinha". É para comer sem medo. 

Sanduíche de pernil

São Paulo é a maior cidade do Brasil. Nela é possível encontrar a maior quantidade e variedade de restaurantes. Em nenhum outro lugar se come tão bem, mesmo em uma porta de estádio. Por isso o astro paulista é o sanduíche de pernil. E o preparo desta iguaria é especial: a carne é furada em pontos estratégicos, temperada e embalada. Fica descansando por uns 30 minutos para pegar o tempero. Depois, vai para a panela de pressão. Este é o segredo para um pernil tão macio.

Apesar de tão bom, o sanduíche de pernil está proibido nos estádios da capital paulista. Vive agora na clandestinidade. Enquanto o jogo ainda rola no estádio, os vendedores procuram um cantinho para trabalhar, longe dos portões. O jogo termina, e a multidão avança pelas ruas do Pacaembu em busca do lanche. O novo prefeito eleito em São Paulo, Fernando Haddad, prometeu durante a campanha rever a proibição do pernil na porta dos estádios. A clandestinidade pode estar com os dias contados.

Veja a receita do sanduíche de pernil:

Ingredientes
1 peça de pernil
Dentes de alho a gosto
Sal
Pimenta do reino
Cebola a gosto
Manteiga

Preparo
- Dispor o pernil sobre uma tábua
- Misturar sal e pimenta do reino em uma cumbuca
- Cortar o alho ao meio e passar na mistura sal – pimenta do reino
- Furar o pernil em diversos pontos e colocar os dentes de alho
- Levar o pernil para uma frigideira e fritar por alguns minutos, até selar os cortes feitos na carne antes da incisão dos dentes de alho
- Untar forma que vai ao forno com óleo
- Levar pernil da frigideira para forma
- Cortar as cebolas e dispor ao redor do pernil
- Levar ao forno por quatro horas
- Retirar pernil do forno e servir a gosto 

chamada montagem comidas estádios reprodução (Foto: Reprodução)E aí, qual a comida de estádio campeã?