domingo, 17 de março de 2013

Após conflitos, autoridades proíbem organizadas na final da Copa do NE

Uma reunião realizada na tarde deste sábado em Campina Grande trouxe novas determinações para o jogo entre Campinense e ASA de Arapiraca, que está marcado para as 16h de domingo, no Estádio Amigão, válido pela final da Copa do Nordeste. Segundo ficou acordado entre o Ministério Público e a Polícia Militar, torcedores identificados com camisas, faixas, ou qualquer outro adereço que represente torcidas organizadas de qualquer clube serão proíbidos de acompanhar o jogo nas dependências do estádio.

A decisão foi tomada em decorrências dos episódios recentes envolvendo torcedores de Treze e Campinense: na sexta, o presidente de uma torcida organizada do Galo foi assassinado supostamente por conta de brigas com raposeiros. Já nesta manhã, durante o cortejo fúnebre que levava ao cemitério o corpo de Wagner Albuquerque, um encontro entre alvinegros e rubro-negros quase acaba em conflito em pleno centro de Campina Grande.

- Eu acredito que essa decisão para as torcidas organizadas não comparecerem ao estádio foi a melhor para o momento. Tivemos uma importante reunião a tarde e fizemos essa recomendação para que nenhuma torcida organizada esteja presente ao Amigão. Nós estamos vivendo um momento muito importante, uma final de Copa do Nordeste, e é importante que esse momento seja vivido como um jogo de futebol, não como uma praça de guerra - comentou o coordenador do Ministério Público em Campina Grande, promotor Bertrand Asfora.

reunião Ministério Público, Campina Grande torcidas organizadas (Foto: Silas Batista / Globoesporte.com/pb)Ministério Público recomendou a proibição de torcidas organizadas no jogo entre Campinense e ASA neste domingo no Estádio Amigão (Foto: Silas Batista / Globoesporte.com/pb)

Além de Bertrand, estiveram presentes à reunião o comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Souza Neto, o delegado regional da Polícia Civil, Marcos Paulo Vilela, e outros representantes do MP. Membros de uma torcida organizada do Treze e também da diretoria do Campinense também foram ao encontro. Todos assinaram um termo de audiência se comprometendo a cumprir as determinações estabelecidas no encontro.

Ministério Público ameaça extinguir torcidas organizadas

Promotor Bertrand Asfora, do Ministério Público da Paraíba (Foto: Silas Batista / Globoesporte.com/pb)Promotor Bertrand Asfora disse que pode pedir a 
extinção das torcidas organizadas em Campina
(Foto: Silas Batista / Globoesporte.com/pb)

Ainda na reunião deste sábado, o promotor Bertrand Asfora disse que se as torcidas organizadas não mudarem essas atitudes violentas, o órgão vai ter que se posicionar mais incisivamente e partir para sanções mais drásticas. Bertrand, inclusive, disse que a possibilidade de extinção das organizadas em Campina Grande.

- Nós já estamos estudando isso (extinção das organizadas). Temos investigações em andamento e muito em breve nós vamos dar à sociedade uma resposta sobre a necessidade ou não dessas torcidas organizadas nos estádios. O que tem que ser ressaltado é que o problema não é somente as organizadas, o problema são os marginais que ficam infiltrados nessas torcidas, que andam armados, causando danos materiais, danos físicos a toda uma coletividade - acrescentou o promotor.