Na tarde deste domingo, o duelo de opostos se deu no Barradão. Em partida válida pela terceira rodada do grupo C do Nordestão, o dono da melhor campanha do torneio venceu o time de pior desempenho da competição. Em casa, o Vitória bateu o ASA por 2 a 1 sem muitas dificuldades.
O nome do dia foi Renato Cajá. Em sua primeira partida pelo Rubro-Negro baiano, o meia se destacou e desempenhou o papel que lhe fora atribuído previamente: o maestro. Em um primeiro tempo notável, o estreante comandou o time baiano rumo ao triunfo e deixou logo dois gols para que a torcida não se esquecesse dele. Chiquinho descontou para a equipe alagoana.
Com o resultado, o Vitória segue na liderança do grupo C, com 100% de aproveitamento e nove pontos na tabela. O time baiano ainda detém o melhor ataque do Nordestão: nove gols na conta. Já o ASA está no extremo oposto: é o lanterna, sem nenhum ponto conquistado e apenas um gol anotado.
Na próxima terça-feira, as duas equipes voltam a se enfrentar. Desta vez, a partida será realizada no Estádio Municipal de Arapiraca, às 21h15m (horário local).
Sob comando de Renato Cajá, Vitória sufoca, mas não mata o ASA
O Vitória começou cheio de vontade. Sob a batuta de Renato Cajá, o Leão da Barra pressionou o adversário do início ao fim do primeiro tempo. Sob o sufoco imposto pelo dono da casa, o ASA tentava administrar a dificuldade na saída de bola, mas não conseguia criar grandes oportunidades de gol.
Aos nove minutos, o placar foi aberto. Neto Coruja arrancou até a linha de fundo e cruzou. Marcelo Nicácio fez o corta-luz e deixou para Renato Cajá coroar sua estreia com um gol: 1 a 0 para o Vitória.
E o camisa 10 estava com a bola toda. Com desenvoltura, Cajá não se restringiu ao meio de campo e teve até lances de centroavante. Aos 18, o meia perdeu uma grande oportunidade, mas só a beleza da jogada valeu o lance. Cajá pegou a bola no meio-campo, passou por baixo das pernas do adversário, tabelou com Nicácio, recebeu na frente e, por pouco, não alcançou a bola. O goleiro Gilson saiu para salvar o ASA.
O segundo gol estava reservado para os 25 minutos. E um golaço. Após lançamento longo de Marcelo Nicácio, Cajá invadiu a área e mandou uma bomba para o fundo da rede. Era a estreia que todo jogador pediu a Deus.
Osmar ainda tentou o empate, mas desperdiçou. Rodrigo Dantas também fez a sua parte ao cabecear para o gol, após uma cobrança de escanteio. Deola se esticou e afastou com a ponta dos dedos.
Mas o goleiro do Vitória não conseguiu salvar aos 39 minutos. Em uma cobrança de falta na entrada da área, Chiquinho mandou a bola na barreira. Enganado pelo desvio nos jogadores à sua frente, Deola não teve chance: Vitória dois, ASA um.
Segundo tempo morno e placar mantido
O segundo tempo chegou morno. O Vitória voltou do intervalo sem muita inspiração e abriu mais espaços para o ASA dentro de campo. No entanto, o time alagoano não conseguiu aproveitar a oportunidade.
Pelo lado do Rubro-Negro, Marcelo Nicácio foi quem desperdiçou o maior número de chances. Logo no início da segunda etapa, o atacante poderia ter ampliado, de cabeça, mas não teve sucesso. O jogador ainda desperdiçou ao deixar passar a bola entre suas pernas dentro da área e depois de chutar fraco, quando estava livre de marcação na área adversária. No finalzinho, Nicácio ainda poderia ter feito o terceiro gol do Vitória em um chute de longe, mas mandou pela linha de fundo.
Pelo lado do ASA, as oportunidades perdidas vieram dos pés de Thalysson. O jogador tentou o empate de longe, mas pecou na falta de força de seus chutes. Léo Gamalho também não conseguiu igualar o placar. O atacante disputou a bola com Deola, mas não arrematou.
Para os 43 minutos estava reservado o lance mais inacreditável do jogo. Didira recebeu um passe de calcanhar de Léo Gamalho, encobriu Gabriel Paulista com uma cabeçada e, na cara de Deola chutou para fora – e perdeu o que poderia ser um dos gols mais bonitos da história do Barradão.
O Vitória ainda tirou o fôlego de sua torcida nos últimos minutos. O goleiro saiu mal, Alan Pinheiro completou e a zaga do ASA tirou de peito. Era mesmo para ser 2 a 1 o placar do Barradão neste domingo.